O comércio entre Brasil e EUA caiu no primeiro semestre de 2026 e chegou ao menor patamar de participação desde 1997. A Amcham Brasil liga o recuo à manutenção das sobretaxas dos EUA sobre produtos brasileiros.
Amcham relaciona queda do comércio Brasil–EUA à manutenção das sobretaxas
A Amcham Brasil apresentou os dados durante audiências públicas em Washington sobre o tarifaço do governo norte-americano aos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Monitor do Comércio Brasil–EUA mostra um recuo de 12,7% nos primeiros seis meses de 2026. O levantamento destaca que as sobretaxas seguem afetando exportações brasileiras.
Queda de 12,7% no 1º semestre; aço, madeira e petróleo bruto puxam o impacto
De janeiro a junho, o mercado dos EUA teve queda tanto nas vendas quanto nas compras de produtos brasileiros.
O monitor aponta que os itens que recebem tarifas foram os que mais recuaram: as vendas desses produtos sobretaxados despencaram 16,6%. Já o embarque de mercadorias isentas recuou 8,7%.
O estudo também mostra que o Brasil ampliou acordos comerciais com a China e a União Europeia no mesmo período. Ele registra ainda que o setor de bens industriais segue como pilar das trocas bilaterais e que aeronaves e bens isentos tiveram ligeira recuperação em junho.
Amcham pede acordo diplomático para evitar novas tarifas na Seção 301
O presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, disse que o resultado indica forte pressão no comércio bilateral. Ele citou a necessidade de um acordo que evite novas tarifas no âmbito da investigação da Seção 301.
A Amcham afirma que o relatório liga a urgência de acordos diplomáticos imediatos para reduzir o impacto sobre a indústria nacional.
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