A defesa do deputado estadual Rafael Nobre (União Brasil) afirmou que foi surpreendida pela operação de busca e apreensão feita pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) nesta quinta-feira (16). Os advogados disseram que, até agora, não tiveram acesso ao conteúdo da investigação.
Busca e apreensão do MPRJ ocorre com sigilo que dificulta acesso dos advogados
Segundo os advogados, informações sobre o caso chegaram por divulgação da imprensa. Eles disseram que os procedimentos correm sob sigilo e impedem, no momento, o conhecimento integral dos autos pela defesa.
A defesa respondeu ao MPRJ após mandados de busca e apreensão cumpridos em endereços ligados aos investigados, incluindo locais ligados ao deputado e a outros nomes citados no processo.
Rafael Nobre e mais 8 pessoas foram denunciados por crimes ligados a licitações e dinheiro
Rafael Nobre, o vereador de São João de Meriti Julio Ricardo dos Santos Henriques, o “Magrão Nobre” (União Brasil), e outras 8 pessoas foram denunciados pelo procurador-geral de Justiça do Rio, Antônio José Campos Moreira.
A denúncia cita organização criminosa, fraude em licitações, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Os alvos das diligências incluíram residências, o gabinete de Rafael Nobre na Alerj e a Câmara Municipal de São João de Meriti.
Deputado diz que segue no mandato e a defesa promete provar inocência após acesso aos autos
Em comunicado nas redes sociais, a defesa informou que Rafael Nobre continua exercendo normalmente o mandato parlamentar e realizando suas funções na Assembleia Legislativa.
Os advogados afirmam que, após ter acesso ao processo e exercer o direito de defesa, “a inocência do parlamentar será integralmente demonstrada”.
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