Um relatório divulgado nesta sexta-feira, 17, pela agência sanitária de Île-de-France aponta um aumento forte no número de mortes durante a onda de calor na região de Paris. Entre 22 e 28 de junho, a área registrou cerca de 3.000 óbitos.
Relatório da agência de saúde de Île-de-France liga alta de mortes a onda de calor
O estudo da agência sanitária da região de Île-de-France, que inclui Paris e sete departamentos ao redor da capital francesa, destaca que houve “uma taxa de mortalidade excessiva muito alta” no período analisado. O documento associa o aumento ao cenário de calor extremo.
Entre 22 e 28 de junho foram 1.565 mortes a mais que no ano passado
A região registrou cerca de 3.000 mortes entre 22 e 28 de junho. Isso representa um aumento de 1.565 óbitos em comparação com o mesmo período do ano passado.
Na França, houve três ondas de calor extremo em apenas três meses. No fim de junho, as altas temperaturas bateram recordes em vários países europeus, com impactos como interrupção do fornecimento de energia, fechamento de escolas e danos à infraestrutura.
França e Bélgica tiveram “mortalidade em excesso muito alta” e pesquisadores citam falta de explicação por outras causas
Segundo a EuroMOMO, apenas a França e a Bélgica registraram níveis classificados como de “mortalidade em excesso muito alta”. Na Bélgica, o instituto de saúde pública Sciensano disse que o impacto foi o maior desde o início da série histórica, em 2000.
O texto também afirma que não houve outros fatores relevantes, como surtos de doenças infecciosas, para explicar o aumento. Lasse Vestergaard, chefe médico do Instituto Estatal de Soro da Dinamarca, afirmou à Reuters que ter “um excesso dessa magnitude nesta época do ano é incomum”.
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