A Moody’s aponta que a América Latina tem recursos e regras mais estáveis, mas os riscos regulatórios e de execução atrapalham projetos de minerais críticos. O relatório destaca o processamento downstream como chance de melhorar margens e crédito, enquanto gargalos e riscos ambientais e sociais seguem pesando.
Relatório liga minerais críticos à transição energética e à segurança no abastecimento
Os minerais críticos viraram ativos estratégicos para a transição energética, a política industrial e as aplicações de defesa.
A transição energética e a chegada da inteligência artificial (IA) e dos data centers aumentam a importância de segurança do abastecimento, alinhamento geopolítico e autonomia estratégica nas cadeias desses minerais.
Região tem vantagens, mas execução e tecnologia travam projetos
A Moody’s diz que a América Latina tem vantagens geológicas, custos competitivos, infraestrutura já consolidada e experiência operacional, além de mão de obra qualificada e risco geopolítico relativamente baixo.
O relatório também afirma que gargalos estruturais, complexidade técnica, riscos macroeconômicos e regulatórios dificultam o mercado. A China aparece com décadas de investimento e capacidade de processamento em grande escala, além de mão de obra qualificada e coordenação entre empresas e governo.
A Moody’s acrescenta que Chile, Argentina, Brasil e Peru têm vantagens e desvantagens diferentes. O Brasil tem matriz energética relativamente limpa e alinhamento com padrões ambientais de economias avançadas, mas esbarra em alta necessidade de capital, lacunas tecnológicas e dependência de parcerias com processadores estabelecidos na Ásia e em economias avançadas.
Risco regulatório pode atrasar projetos e depende de contratos de longo prazo
A Moody’s aponta que a incerteza regulatória e de políticas públicas segue como risco central e pode gerar atrasos mesmo em projetos que seriam atrativos.
O relatório diz que o resultado de crédito depende da estabilidade da jurisdição, da execução dos projetos e do acesso a contratos e financiamento de longo prazo. Ele cita ainda riscos técnicos e de execução, além de riscos ambientais, sociais e de preços, e destaca que projetos com contratos de offtake de longo prazo, baixos custos e balanços sólidos resistem mais aos ciclos de mercado.
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