O governo dos Estados Unidos vai anunciar novas tarifas para cerca de 60 países nos próximos dias, disse o representante comercial americano Jamieson Greer em entrevista à CNBC nesta terça-feira, 21. A mudança depende de investigações do USTR sobre práticas ligadas a trabalho forçado.
USTR investiga trabalho forçado e prepara base para novas sobretaxas
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, iniciou investigações sobre certas práticas comerciais. O foco são ações ligadas a trabalho forçado.
Greer afirmou que os resultados das apurações são esperados nesta semana. Ele também disse que os EUA têm leis que proíbem o comércio de bens feitos com trabalho forçado.
Tarifas buscam trocar sobretaxas temporárias de 10% derrubadas pela Suprema Corte
Greer explicou que as novas tarifas podem afetar parceiros comerciais dos EUA. A medida tenta substituir as tarifas temporárias de 10% impostas por Donald Trump depois de a Suprema Corte derrubar as sobretaxas no ano passado.
Ele citou que a Suprema Corte anulou uma parte das tarifas por uma leitura anticonstitucional do texto legal. A decisão não atingiu as tarifas setoriais, voltadas a automotivo, siderúrgico, alumínio e cobre.
Para economias com proibições consideradas insuficientes por Washington, como Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão, a proposta é uma tarifa reduzida de 10%. O mesmo vale para o Reino Unido, com proibição considerada parcial.
Brasil com tarifa de 25% e Canadá com sobretaxa de 50% entram no radar
Na semana passada, o Brasil recebeu uma tarifa de 25% sobre uma série de produtos. Greer disse que Washington critica Brasília por políticas que, segundo ele, reduziram o acesso a um dos principais mercados de exportação dos EUA.
Na segunda-feira 20, o Canadá teve uma sobretaxa adicional de 50%. A cobrança entra em vigor em um mês, em resposta ao tratamento discriminatório contra produtos americanos, segundo Greer.
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