PGE trava convênio de R$ 25 milhões entre Bombeiros e IRM e governo amplia auditoria

Um convênio proposto no valor de R$ 25 milhões entre o Corpo de Bombeiros Militar do Rio (CBMERJ) e o Instituto Rio Metrópole (IRM) foi barrado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e levou o governo do estado a ampliar a auditoria nos contratos da corporação.

O caso entra no radar do governo estadual por causa do repasse ligado ao Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom).

PGE diz que repasse do Funesbom ao IRM não pode seguir como estava no convênio

A minuta previa a transferência de R$ 25 milhões para a implantação, operação e manutenção de um Sistema de Monitoramento Metropolitano de Desastres Naturais.

No modelo descrito no documento, os recursos do Funesbom iriam direto para o IRM.

Secretaria encerra processo e fecha porta antes de qualquer repasse

A PGE apontou que o fundo tem destinação específica e precisa ser usado exclusivamente para investimentos e custeio do próprio Corpo de Bombeiros, como compra de viaturas, equipamentos e fardamentos.

Com o parecer contrário, a Secretaria de Estado de Defesa Civil encerrou o processo administrativo antes de qualquer repasse ser feito.

Relação entre Tarcisio Salles e Davi Perini Vermelho volta ao debate

O acordo também chamou atenção por causa da relação entre o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Tarcisio Salles, e o ex-presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, preso sob suspeita de participação em esquemas de corrupção.

Em nota, a Secretaria de Estado de Defesa Civil disse que a proposta seguiu os trâmites administrativos, mas foi considerada inviável pelas áreas técnicas e foi arquivada antes de qualquer transferência de recursos.

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