Ricardo Couto sanciona lei que muda liberação e fiscalização de emendas parlamentares no Rio

O governador em exercício Ricardo Couto sancionou, no Diário Oficial desta quinta-feira (23), uma lei que muda a forma como o dinheiro das emendas parlamentares é liberado e fiscalizado. A mudança passa a valer com regras de mais transparência e cobrança por resultados.

Lei cria processo eletrônico e permite acompanhar pela internet cada emenda

Com a nova regra, o dinheiro precisa sair do papel com mais controle. As prefeituras beneficiadas terão que apresentar projetos e um plano de trabalho detalhado dizendo como vão gastar a verba.

Cada emenda enviada vai gerar um processo eletrônico individual. O cidadão poderá acompanhar pela internet quem pediu, quem recebeu e em que pé está a obra ou o serviço.

Vetos atingem trechos sobre “burocracia”, reserva de sobras e corte em crise financeira

Couto travou três pontos aprovados pela Assembleia Legislativa. Ele disse que os trechos davam superpoderes aos deputados e avançavam sobre prerrogativas do executivo, o que, na avaliação do Executivo, engessaria as contas do estado.

A administração estadual também afirma que a proposta tentava proibir o governo de criar novas exigências administrativas que poderiam atrasar as verbas. Outro veto foi sobre a ideia de deixar sobras desse dinheiro reservadas exclusivamente para os deputados por até dois anos, alertada pela Secretaria de Fazenda como piora para a crise financeira e o déficit. Por fim, Couto vetou regra para impedir corte ou congelamento das verbas em momentos de crise financeira, com a justificativa de que a medida fere leis federais de responsabilidade fiscal.

Atualizações na internet a cada quatro meses e relatório quando houver travamento

O texto prevê que informações sobre o andamento dos pagamentos devem ser atualizadas na internet a cada quatro meses. Se o órgão ou governo não conseguir executar o projeto indicado por um deputado por problemas técnicos, ele terá que publicar um relatório oficial com o motivo exato do travamento.

Se não houver explicação, os órgãos de fiscalização serão acionados.

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