Donald Trump afirmou nesta quinta-feira, 23, que o acordo nuclear em negociação com a Arábia Saudita só acontece se o reino normalizar relações com Israel por meio dos Acordos de Abraão. A condição entra no debate sobre um programa nuclear civil no país do Golfo.
Condição dos Acordos de Abraão trava negociação nuclear com o reino
Trump disse nas redes sociais que o documento “será aprovado”, mas ficou “totalmente condicionado” à adesão da Arábia Saudita aos Acordos de Abraão.
Os Acordos de Abraão, criados em 2020, colocam países árabes em relações diplomáticas com Israel. O texto cita Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Sudão, Cazaquistão e Marrocos, além de Israel.
Pacto anunciado liga cooperação nuclear a salvaguardas e inclui declarações de Rubio
Na quarta-feira, os dois países anunciaram um pacto para estabelecer um projeto de desenvolvimento atômico na Arábia Saudita e disseram que o documento traz salvaguardas para evitar a proliferação nuclear.
Mais cedo, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que faz sentido firmar um acordo nuclear com o reino árabe que busca um programa “pacífico”. Ele também disse que os Estados Unidos seguem em busca de acordos de cooperação com aliados.
O Departamento de Energia informou que dois acordos foram assinados pelo secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, e pelo homólogo saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman: um sobre “cooperação nuclear para fins pacíficos” e outro sobre “salvaguardas bilaterais”.
Debate inclui falta de consenso e análise do Congresso antes da implementação
O texto lembra que não há permissão para enriquecimento de urânio no acordo. Ainda assim, especialistas manifestaram preocupação com salvaguardas consideradas insuficientes para impedir enriquecimento perto de níveis de armas nucleares.
O Congresso deverá analisar o acordo, mas a matéria diz que é pouco provável que o Legislativo, controlado pelos republicanos, atrase sua implementação.
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