Donald Trump pediu para reduzir os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul poucas horas antes do início nesta segunda-feira, 17. O presidente dos Estados Unidos ligou a decisão à “boa relação” dele com Kim Jong-un e ao recado de que as manobras mandam um sinal “inadequado e hostil”.
Trump ajusta manobras e diz que relação com Kim muda o tom
Trump ordenou a mudança por causa da forma como ele avalia a relação com a Coreia do Norte. Ele fez a crítica horas antes da largada do treino conjunto.
A Coreia do Sul informou que os exercícios seguem conforme o plano, mesmo com a ordem de redução. As manobras fazem parte do treino para preparar a defesa contra a Coreia do Norte.
Escudo de Liberdade Ulchi tem 11 dias e envolve treino conjunto
O Ministério da Defesa sul-coreano disse que os exercícios “estão acontecendo segundo o planejado”. A duração prevista é de 11 dias.
No sábado, Trump publicou no Truth Social uma foto com Kim Jong-un em 2019. Ele disse que, pela “boa relação” com o líder norte-coreano, não estava satisfeito com a participação dos Estados Unidos em exercícios com a Coreia do Sul.
Trump falou que era “muito tarde para cancelar” e mandou o secretário de Defesa, Pete Hegseth, “reduzisse substancialmente”. A Coreia do Norte trata o treino como um ensaio para uma invasão e lançou um míssil balístico sobre o Mar do Japão em protesto.
Seul espera diálogo e especialistas citam impacto na coordenação
O governo sul-coreano disse que acompanha a mensagem de Trump e espera que a relação amistosa leve a um diálogo “significativo” pela desnuclearização da Coreia do Norte. A presidência também afirmou que a boa relação entre os líderes deve ajudar a retomada das conversas.
Especialistas apontaram que a redução pode prejudicar a coordenação entre americanos e sul-coreanos. Os Estados Unidos mantêm quase 28.500 militares na Coreia do Sul para reforçar a defesa diante das ameaças de Pyongyang.
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