Kushner termina negociações sobre Gaza sem avanço após reunião com Netanyahu

O enviado de paz dos Estados Unidos, Jared Kushner, encerrou nesta segunda-feira, 17, negociações para destravar o plano de Donald Trump para Gaza sem sinal de avanço. Kushner se reuniu com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, depois de conversar com liderança do Hamas no Egito.

Ordem de implementação do acordo trava conversa sobre desarmamento em Gaza

O impasse central segue ligado à ordem de execução do acordo. Israel pede o desarmamento completo do Hamas antes de retirar tropas de Gaza.

O Hamas diz que a segunda etapa só pode avançar se Israel cumprir primeiro obrigações. O grupo cita suspensão de ataques e retirada das forças militares do território palestino.

Gabinete de Netanyahu diz que reunião foi construtiva e fala em grupos de trabalho

O gabinete de Netanyahu descreveu a reunião como “profunda e construtiva”. A pasta também afirmou que Israel e o Conselho da Paz, criado por Trump para conduzir o plano, concordaram que o desarmamento de Gaza deve ser rápido e concluído antes de qualquer projeto de reconstrução.

Segundo o governo israelense, a reunião também tratou da criação de dois grupos de trabalho. Um focará em desarmamento e desmilitarização do território. O outro vai lidar com infraestrutura e saúde pública, como saneamento e fornecimento de água potável.

Uma autoridade israelense afirmou à Reuters que não houve mudança na posição de Netanyahu. O primeiro-ministro mantém a exigência de que o Hamas seja completamente desarmado, inclusive de armas leves, antes de uma retirada das forças israelenses.

Reunião com Hamas e eleições em Israel influenciam o impasse até 27 de outubro

O encontro com Netanyahu ocorreu um dia depois de Kushner se reunir, no Egito, com Khalil al-Hayya, líder político do Hamas. Diplomatas e fontes destacam que o contato representa a segunda reunião conhecida do enviado com representantes do grupo.

O impasse acontece às vésperas das eleições gerais marcadas para 27 de outubro em Israel. O cenário citado por diplomatas indica que Netanyahu tende a não fazer concessões sobre Gaza antes da votação.

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