O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admitiu uma ação contra o presidente Lula (PT) e o vice Geraldo Alckmin (PSB) ligada ao Carnaval do Rio. A decisão autoriza a investigação sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói na Sapucaí em fevereiro.
A Corte seguiu com a apuração depois de analisar a denúncia feita pelo partido Novo. Agora, o caso entra na fase de defesa e produção de provas.
Ministro Antonio Carlos Ferreira deixa investigação avançar após denúncia do Novo
A decisão foi do corregedor-geral do TSE, ministro Antonio Carlos Ferreira, e foi tomada na última sexta-feira (14). A medida permite que o processo siga para a próxima etapa.
O ministro afirmou na decisão que os fatos narrados pelo Novo podem, “em tese”, caracterizar abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Ele também disse que a ação reúne documentos e elementos para a produção de provas.
Denúncia aponta repasse de R$ 9,65 milhões e ligação com anúncio do enredo
A ação foi apresentada pelo partido Novo. O partido questiona o repasse de R$ 9,65 milhões em recursos públicos destinados à escola de samba pelos municípios de Niterói e do Rio de Janeiro, pelo governo do estado e pela Embratur.
O Novo sustenta que os repasses ocorreram depois do anúncio do enredo dedicado ao presidente, feito em julho de 2025.
Lula e Alckmin deverão ser citados para apresentar defesa no prazo de cinco dias.
Desfile em 15 de fevereiro levou enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança”
A Acadêmicos de Niterói levou para a Marquês de Sapucaí, em 15 de fevereiro, o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. A escola abriu os desfiles do Grupo Especial com narrativa sobre a trajetória pessoal e política do presidente.
O samba-enredo repetiu “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula” e citou o número 13. Lula acompanhou o desfile em um camarote, e Janja era esperada, mas foi substituída pela cantora Fafá de Belém.
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