STF recebe inquérito sobre suposto “caixa 2” na campanha de Lindbergh em 2014

O STF recebeu na última segunda-feira (17) um inquérito sobre um suposto esquema de “caixa 2” de R$ 3 milhões na campanha de Lindbergh Farias (PT) ao governo do Rio em 2014.

O caso envolve a investigação iniciada em 2023 e a disputa sobre quem tem competência para analisar o assunto.

Investigação sobre “caixa 2” chega ao STF por causa do foro de senador

A apuração foi parar no Supremo depois de uma decisão da Justiça Eleitoral do Rio que seguiu um parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE).

O MPE defendeu a competência do STF por causa do entendimento da Corte sobre foro privilegiado, que no caso de Lindbergh é o de senador.

Inquérito cita delação premiada e fala em entrega em espécie a “Cacá”

A investigação usa um anexo da delação premiada de Marco Antônio Guimarães Duarte de Almeida, investigado em uma das frentes da Operação Lava Jato no Rio.

O delator diz que o empresário Miguel Iskin teria repassado R$ 3 milhões à campanha de Lindbergh sem registro oficial, com o dinheiro em espécie, por parcelas, para um assessor do petista conhecido como “Cacá”.

Segundo a defesa, a Polícia Federal analisou 2,8 mil páginas da prestação de contas da campanha apresentada à Justiça Eleitoral e não encontrou indícios de ilegalidades.

Defesa nega irregularidades e diz que Lindbergh não foi intimado até hoje

A defesa enviou uma nota ao jornalista Guilherme Amado negando irregularidades e citou uma manifestação da Polícia Federal de junho de 2024 que descartou ilegalidades na prestação de contas.

A defesa também afirma que Lindbergh Farias não foi citado ou intimado a prestar esclarecimentos até hoje e que a remessa ao STF aconteceu em setembro de 2025.

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