A Polícia Federal investiga o envolvimento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em tráfico de influência e corrupção. Segundo a PF, ele atuou com lobistas e empresários para viabilizar negócios privados em órgãos do governo federal, usando uma mansão alugada em Brasília.
Lobista teria base em mansão e reunia políticos e empresários em Brasília
De acordo com a PF, a lobista Roberta Luchsinger era a parte que aparecia na frente das negociações. Ela captava clientes interessados em negócios com o governo e usava uma rede de contatos para chegar a autoridades.
O jornal O Globo informou que Roberta alugou uma mansão em Brasília para funcionar como base de operações. A PF suspeita que no local ocorria a mistura de interesses públicos e privados, com a presença de empresários, ministros e assessores ligados ao presidente da República.
Mansão reunia ministros como Alexandre Padilha e Wellington Dias; projeto do canabidiol viraria alvo
Entre os citados na lista de convivas da mansão estão Alexandre Padilha, Wellington Dias, Frederico Siqueira, Marco Aurélio Santana, o Marcola, e Swedenberger Barbosa, o Berger. Também aparecem Lulinha, os irmãos Kalil e Fernando Bittar, sócios do primogênito, e a anfitriã Roberta Luchsinger.
Segundo a acusação, um dos casos mais citados envolvia uma tentativa de vender ao Ministério da Saúde medicamentos à base de canabidiol. O grupo planejava faturar mais de 1 bilhão de reais, e um dos parceiros era Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Após o escândalo do INSS, a tentativa com canabidiol virou fumaça, mas o grupo seguiria com outras buscas em portos, aeroportos e em empresas públicas como Telebras, Correios e Dataprev.
A mansão ficava em um condomínio de alto padrão, a 8 quilômetros do Palácio do Planalto, e o visitante precisava se identificar na portaria. A reportagem também relata que não havia câmeras de segurança e que, quando o destino era a casa alugada por Roberta, o controle era feito por ligação para a residência.
Ministros e Lulinha negam; presidente deixou o local em silêncio após perguntas na terça-feira 25
A reportagem de VEJA perguntou a todos os citados o motivo das visitas à mansão administrada por Roberta e companhia. Os ministros Alexandre Padilha, Wellington Dias e Frederico Siqueira, além de Swedenberger Barbosa, responderam por meio de assessorias que não comentariam informações sobre atividades da esfera pessoal. Jorge Viana e Marcola não se manifestaram.
Roberta Luchsinger não foi encontrada. Lulinha, por meio de seu advogado, disse que nunca participou de reunião alguma na casa e que frequentou o local de forma episódica e pontual. O Careca do INSS está preso e, na terça-feira 25, durante o evento de celebração do Dia do Soldado, o presidente Lula foi indagado e deixou o local em silêncio.
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