Sobreviventes de Sharpeville processam o governo da África do Sul por lei que bloqueia indenizações

Sobreviventes e familiares do massacre de Sharpeville, em 1960, abriram ações judiciais contra o governo da África do Sul nesta quinta-feira, 3. Eles pedem a anulação de uma lei de 1961 que impede indenizações e trava processos criminais.

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Os advogados dos sobreviventes e das famílias das vítimas querem derrubar uma lei que, segundo a ação, bloqueia pedidos de indenização.

O massacre marcou a exposição da violência ligada ao apartheid sul-africano e aconteceu durante protestos contra uma exigência de caderneta de passe para negros.

Ações na Justiça miram lei de 1961; massacre deixou 91 mortos e 238 feridos

Advogados protocolaram os processos contra o Estado por uma lei promulgada em 1961, que proíbe a concessão de indenizações e, essencialmente, concede anistia aos responsáveis ao impedir ações criminais.

A violência ocorreu em marchas organizadas pelo Congresso Pan-Africanista (PAC), um grupo separatista do Congresso Nacional Africano (ANC), para protestar contra a regra das cadernetas de passe. Pelo menos 91 pessoas foram assassinadas e 238 feridas no que ficou conhecido como o massacre de Sharpeville.

A data do massacre foi declarada Dia dos Direitos Humanos após o fim oficial do apartheid com as primeiras eleições, em 1994.

Quem participa do caso e o que as vítimas dizem sobre perdas e marcas da violência

Abram Mokofeng, que tinha 20 anos quando sobreviveu a dois tiros, contou que a multidão cantava cantos de protesto quando os policiais abriram fogo sem aviso prévio.

Charne Tracey, do grupo Lawyers for Human Rights, disse que os demandantes querem conversar com o governo para discutir reparações apropriadas. Mpai Chabane falou sobre a avó, Martha Thinane, entre as vítimas, e contou que sua mãe tinha apenas quatro anos quando perdeu sua mãe.

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