A União Europeia reforçou nesta sexta-feira, 4, que o embargo às carnes brasileiras é ‘proporcional e não discriminatório’. A resposta veio depois de protesto do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por ‘profunda preocupação’ com a decisão.
UE diz que regra vale para todos e promete cooperação com autoridades brasileiras
O porta-voz de comércio da Comissão Europeia, Olof Gill, disse que a abordagem do bloco é proporcional e não discriminatória.
Ele também falou que a UE concedeu tempo aos parceiros e informou o que era necessário para adaptação.
Embargo começou na quinta-feira 3 e atinge carne bovina, aves e outros produtos
Na quinta-feira 3, a União Europeia colocou em vigor o embargo à carne bovina, à carne de aves e a outros produtos de origem animal do Brasil.
A UE fez a medida depois que o Brasil foi excluído, em maio, da lista de países que cumprem regras sobre uso de antimicrobianos na pecuária.
O governo brasileiro informou que implementou as medidas exigidas e apresentou documentação às autoridades europeias. O bloqueio também afeta ovos, mel e outros produtos.
Brasil cita auditoria e avalia ‘reciprocidade’ se não houver solução
O governo brasileiro disse que a auditoria pedida para cadeias de carne de aves e mel começou em 24 de agosto e está prevista para acabar em 4 de setembro.
O portal da matéria também informa que, em nota conjunta, o governo Lula afirma que avalia recorrer a ‘medidas de reciprocidade’ se não chegar a uma ‘solução satisfatória’.
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