A China diz que limpar a fumaça depois que ela sai das chaminés já não resolve o problema e passa a atuar na origem das emissões. A mudança mexe com energia, fábricas, transportes e prédios.
Do “tratamento ao final do tubo” para mudanças na energia, na indústria e no transporte
Filtros e regras mais duras para escapamentos ajudaram a melhorar o ar nas cidades. O modelo chega perto do limite, segundo o texto.
Por isso, a proposta parte de reduzir o uso de combustíveis fósseis e aplicar novas tecnologias em larga escala. A ideia prevê atacar a forma como a energia é produzida e como ela é consumida.
PM2,5 cai em 2016 para 2025, mas cidades seguem com grande peso no carbono
A quantidade média de partículas finas de poluição no ar caiu de 42 microgramas por metro cúbico, em 2016, para 28 em 2025. O texto usa o termo PM2,5 para essas partículas.
O trabalho apresentado por Zhang Xinyu, professor associado e doutor da Universidade de Geociências da China, em Pequim, aponta fontes ligadas a eletricidade, indústria, transportes e construção civil. A China tem mais de 940 milhões de moradores em áreas urbanas e essas áreas geram mais de 90% do Produto Interno Bruto do país.
O carvão segue como maior parte da energia. Em 2021, ele foi 54,67% do consumo de energia, acima do dobro da soma de petróleo e gás, e a siderurgia aparece com 18% das emissões chinesas de carbono.
Eletrificação, redes inteligentes e metas do 15º Plano Quinquenal a partir de 2026
Na energia, a capacidade instalada de renováveis chegou a 2,34 bilhões de quilowatts em 2025, com crescimento de 24% no ano. O texto também aponta redes inteligentes com 44 rotas de transmissão entre regiões e confiabilidade de 99,924% do fornecimento.
O 15º Plano Quinquenal chinês, iniciado em 2026, prevê reduzir 17% das emissões de dióxido de carbono por unidade do PIB e preparar o país para atingir o pico das emissões antes de 2030. Para as cidades, isso significa trocar o foco só na fumaça das chaminés por mudanças na produção e no consumo de energia.
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