O Brasil precisa mais que dobrar os investimentos em infraestrutura para enfrentar o déficit do setor e chegar mais perto dos padrões internacionais. O alerta vem de um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Meta é chegar a 4,65% do PIB em infraestrutura e sustentar por décadas
Em 2024, os investimentos em infraestrutura somaram R$ 266,8 bilhões. Esse valor corresponde a 2,27% do Produto Interno Bruto (PIB).
Mesmo assim, a CNI diz que o país deve elevar o volume para cerca de 4,65% do PIB. O estudo também afirma que a meta precisa ficar em vigor por pelo menos duas décadas para superar o hiato histórico de investimentos.
Em 2024, setor privado bancou R$ 188,1 bilhões e debêntures lideraram
Do total investido em 2024, R$ 188,1 bilhões vieram do setor privado, o que representa 70,5%. Já os investimentos públicos somaram R$ 78,6 bilhões, com destaque para governos estaduais e municipais.
O levantamento mostra que as debêntures foram a principal fonte de financiamento, com participação de 40%. Em seguida aparecem capital próprio, com 17,3%, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com 16,3%.
CNI defende novo regime com mercado de capitais, crédito privado e mudanças regulatórias
O estudo defende a construção de um novo regime de financiamento para ampliar os investimentos em infraestrutura. A CNI cita estabilidade macroeconômica e fiscal para reduzir incertezas e o custo do capital.
A proposta também aponta fortalecimento do mercado de capitais, com investidores institucionais e instrumentos de longo prazo. O texto inclui ainda expansão do crédito privado e do project finance, que divide riscos entre os participantes, além de segurança jurídica, previsibilidade regulatória e autonomia técnica das agências reguladoras.
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