O Tribunal Especial para o Kosovo, em Haia, condenou o ex-presidente do país Hashim Thaçi a 25 anos de prisão por crimes de guerra ligados à guerrilha kosovar nos anos 1990. A decisão foi dada nesta quarta-feira, 16, e encerrou o julgamento em primeira instância iniciado há mais de três anos.
Condenação em Haia mira crimes atribuídos à guerrilha kosovar nos anos 1990
O painel de juízes internacionais do Tribunal Especial para o Kosovo declarou Thaçi culpado de “detenção ilegal, tortura, assassinato e tratamento cruel”. O tribunal funciona dentro do Tribunal Penal Internacional, em Haia.
Durante o processo, a acusação citou assassinatos, torturas, perseguições e detenções ilegais. Essas ações teriam acontecido em campos no Kosovo e no norte da Albânia.
Veredicto citou pena única de 25 anos e dedução do tempo já cumprido
O juiz-presidente Charles Smith afirmou que o Tribunal impôs “uma pena única de 25 anos de prisão, com dedução do período de detenção já cumprido”. Thaçi ouviu o veredicto sem demonstrar reação.
Thaçi tinha 58 anos no momento do julgamento. Ele renunciou após a acusação, em novembro de 2020, e se entregou em Haia para ficar em detenção.
Primeiro-ministro do Kosovo reage e condenação afeta disputa política no país
Em nota, o primeiro-ministro do Kosovo, Albin Kurti, chamou a condenação de “injustiça inaceitável”. Ele escreveu que a pena “tão severa” seria uma “punição enorme e prejudicial”.
Thaçi foi descrito como comandante máximo do Exército de Libertação do Kosovo (ELK), grupo que lutou pela independência do território. Segundo a acusação, os membros do ELK atacaram centenas de civis, incluindo sérvios, ciganos e albaneses do Kosovo considerados opositores políticos.
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