O Iphan registrou o Repente como Patrimônio Cultural do Brasil em novembro de 2021. A decisão reconhece uma tradição de versos improvisados ligada ao Nordeste e faz o tema entrar em ações de preservação.
Registro no Patrimônio Cultural amplia ações para manter tradição de versos improvisados
O reconhecimento saiu pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em novembro de 2021. O registro acontece como bem imaterial, com foco no valor cultural e social da manifestação.
Com o título, o Repente passa a figurar no Livro de Registro das Formas de Expressão. Esse livro também reúne a Roda de Capoeira e o Choro, e abre caminho para políticas públicas de salvaguarda da expressão cultural.
Pedido em 2013 no Distrito Federal e dossiê com a UnB sustentam o processo
O pedido de registro foi apresentado ao Iphan em 2013 pela Associação dos Cantadores Repentistas e Escritores Populares do Distrito Federal (Acrespo). Depois disso, o Instituto iniciou um processo de pesquisa e documentação do Repente.
O trabalho resultou em um dossiê técnico feito em parceria com a Universidade de Brasília (UnB). O estudo juntou informações sobre a história, as características e a importância cultural do Repente.
Apresentações com vioas, versos inéditos e acervo no Bem Brasileiro com mais de 2 mil itens
As cantorias costumam acontecer em casas, feiras, praças públicas e grandes festivais. Dois poetas, acompanhados de violas, improvisam estrofes alternadas com temas sugeridos pelo público ou trazidos por eles.
O Iphan também reúne dados na plataforma digital Bem Brasileiro, com acervo de mais de 2 mil itens, incluindo vídeos, documentos e fotos. O site reúne pedidos de registro, pareceres técnicos e ações de monitoramento e salvaguarda.
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