ONU registra mais de mil casos de violência sexual na guerra da Ucrânia desde fevereiro de 2022

Mais de mil casos de violência sexual foram documentados desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022. A ONU alerta que nove em cada dez incidentes foram cometidos por russos.

ONU diz que números registrados não mostram toda a dimensão dos abusos

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos informou que teme a continuidade desses atos no meio da guerra. O alto comissário Volker Türk falou em comunicado sobre a prevalência dos abusos.

A ONU também afirmou que o total registrado representa apenas uma parte da realidade. Danielle Bell, chefe da Missão de Observação dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia, disse isso a jornalistas em Genebra.

Relatório cita 1.004 casos até o fim de julho e aponta autoria em 89% por russos

A ONU disse que o relatório se baseia em entrevistas confidenciais com centenas de vítimas. O texto cita também documentos judiciais e registros oficiais.

Segundo a ONU, 1.004 casos foram documentados entre 24 de fevereiro de 2022 e o final de julho deste ano. Do total, 89% foram atribuídos ao lado russo, e 11% a ucranianos.

O comunicado menciona que as violações registradas incluem estupros coletivos, estupro individual, mutilação genital, choques elétricos e golpes nos genitais.

Vítimas são principalmente homens, e a ONU relata abusos em centros de detenção

A ONU informou que a maioria das vítimas são homens, principalmente nos centros de detenção. Mulheres e crianças também teriam sofrido abusos, principalmente em territórios ucranianos ocupados.

Além disso, o texto traz referência a um estudo do Center for Strategic and International Studies (CSIS), publicado em julho. A ONU citou que o levantamento aponta mais de 2 milhões de militares mortos ou feridos desde o início da invasão russa.

Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.