O segundo turno da corrida presidencial ainda sem definição pode atrapalhar o plano do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de aprovar, em outubro, a PEC do fim da escala 6×1. A articulação no Congresso passa pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Indefinição do segundo turno mexe com a estratégia para votar a PEC 6×1
Aliados de Davi Alcolumbre dizem que o grau de tolerância com a obstrução da oposição pode mudar. Eles ligam essa mudança ao que aparecer na disputa pelo comando do Palácio do Planalto.
As discussões ganham força num momento em que há empate em simulações de segundo turno. Isso deixa o quadro mais instável para quem quer acelerar a votação da PEC.
Simulações colocam Lula e Flávio Bolsonaro empatados e afetam a leitura do momento
Levantamentos recentes apontam Lula e Flávio Bolsonaro, candidato do PL à presidência, empatados em simulações de segundo turno.
Se Flávio ficar como favorito, aliados falam em tratamento mais lento da medida. A ideia seria evitar acusação de atuação para ajudar um dos presidenciáveis.
O texto também diz que o petista seria diretamente beneficiado se o projeto avançar antes do capítulo final da disputa. Governistas, por outro lado, minimizam o impacto da medida na prática.
Votação em outubro e uso eleitoral do debate sobre obstrução da oposição
O plano citado mira a aprovação da PEC do fim da escala 6×1 em outubro. O cenário do segundo turno aparece como fator para o ritmo da votação no Senado.
O artigo afirma que uma obstrução mais pesada poderia ser usada eleitoralmente por Lula. A estratégia seria mostrar que o grupo de Flávio é contra a PEC.
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