MP Eleitoral pede barrar candidatura de Márcio Canella ao lado de Antonio Rueda no Rio

O MP Eleitoral do Rio mudou a posição e pediu à Justiça Eleitoral que negue o registro da candidatura de Márcio Canella a deputado estadual. O pedido mira uma suposta ligação do ex-prefeito de Belford Roxo com lideranças de milícias da Baixada Fluminense.

MP Eleitoral amplia pressão sobre Canella e Rueda com foco em supostas ligações com milícias

O procurador Flávio Paixão de Moura Júnior apresentou um pedido semelhante ao caso de Antonio Rueda, que tenta se eleger a deputado federal. No entendimento do MP Eleitoral, os dois teriam ligação político-administrativa e eleitoral com personagens apontados como chefes de organização criminosa.

A campanha também enfrentou nova ação da Polícia Federal. Nesta terça-feira, 22, a PF prendeu o vereador do Rio Jorge Eduardo Barreto de Andrade Filho, o Jorge Canella (União Brasil), ligado a Márcio Canella.

Operação Unha e Carne: prisão de Jorge Canella e pedido de indeferimento no TRE do Rio

Canella chegou a ter um plano de candidatura a senador pelo União Brasil, com apoio do PL. Ele recuou após ser preso em julho, pela Polícia Federal, com um fuzil no carro, na sexta fase da Operação Unha e Carne.

Na sétima fase da Operação Unha e Carne, policiais encontraram dois fuzis e uma submetralhadora em endereço na Barra. A defesa de Canella disse que a arma de calibre 5. 56, de uso restrito, pertencia ao Estado do Rio e estava acautelada para o PM responsável pela escolta oficial.

Na manifestação ao TRE do Rio, o MP cita Fábio Augusto de Oliveira Brasil (o Fabinho Varandão) e Luiz Eduardo Santos de Araújo. O texto afirma que os dois tiveram candidaturas indeferidas em 2024 pelo Tribunal Superior Eleitoral por envolvimento com milícias armadas e que, mesmo assim, ocuparam cargos de primeiro escalão na prefeitura de Belford Roxo.

Defesas contestam tese e indicam exoneração em 29 de setembro de 2025

A defesa de Canella diz que não existe responsabilidade por atos de terceiros e que as nomeações de Varandão e Eduardo Araújo foram legítimas. Segundo a defesa, os dois foram exonerados em 29 de setembro de 2025.

Já os advogados de Rueda afirmam que a nova tese do MPE levanta hipótese de inelegibilidade sem balizas legais ou constitucionais. Eles dizem que as diligências determinadas pela Corte Eleitoral desmentiram a demonstração sobre poder de organização criminosa com consentimento ou coordenação de Rueda.

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