Em setembro de 1968, no Maracanãzinho lotado, a final do Festival Internacional da Canção (FIC) teve vaias quando “Sabiá” venceu e cantos quando Geraldo Vandré puxou “Pra não dizer que não falei das flores”. O episódio ganhou força no país em um período de censura e tensão política.
Final do FIC em 1968 ocorre sob censura e com a juventude buscando voz na música
O Brasil passava por endurecimento do regime militar.
Poucos meses antes, o estudante Edson Luís tinha morrido e a Passeata dos Cem Mil tinha acontecido, e a censura apertava o cerco.
“Sabiá” vence, plateia grita “marmelada” e Vandré vira o canto do ginásio
Na final, duas canções chegaram com expectativa: “Sabiá”, de Tom Jobim e Chico Buarque, e “Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré.
O refrão citado no texto foi “vem, vamos embora, que esperar não é saber”.
Quando o júri anunciou “Sabiá” como vencedora, o ginásio respondeu com vaias e gente gritou “marmelada, marmelada!”. O texto diz que Vandré tentou acalmar a plateia e que o silêncio veio quando ele dedilhou os primeiros acordes e a música foi acompanhada pelos espectadores.
“Caminhando” segue viva e a história guarda o protesto da plateia
O texto afirma que, mais de cinco décadas depois, o julgamento popular daquela noite se confirma.
Segundo a matéria, “Sabiá” virou uma lembrança tênue e “Caminhando”, como a canção ficou conhecida, atravessou gerações e virou símbolo de resistência, depois de ter sido censurada.
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