Delegações do Brasil e outros países deixam plenário da ONU durante discurso de Netanyahu

A delegação brasileira deixou o plenário da Assembleia Geral da ONU nesta quinta-feira, 24, pouco depois de Benjamin Netanyahu começar seu discurso. Centenas de pessoas vaiaram e dezenas de delegações saíram do salão.

Presidência da sessão pede ordem após saída de delegações durante fala de Netanyahu

Netanyahu foi recebido com uma mistura de vaias e aplausos.

A presidência da sessão precisou pedir ordem repetidamente por causa da movimentação no plenário.

Netanyahu chama de “covardes morais” quem abandonou o salão e fala em Irã e Gaza

O primeiro-ministro de Israel reagiu à debandada e disse: “Se houver outros covardes morais que ainda não deixaram este plenário, por favor, façam-no agora”.

Ele afirmou que Israel defende o próprio território e também países cujas delegações deixaram o recinto, e disse que líderes de alguns desses governos agradeceram a Israel, em conversas privadas, pela destruição das instalações nucleares iranianas.

Nos pontos centrais do discurso, Netanyahu defendeu a ofensiva contra as instalações nucleares do Irã e disse que impedir Teerã de desenvolver armas nucleares foi uma das decisões mais fáceis que tomou. Ele também rejeitou acusações de genocídio em Gaza, chamou a denúncia de “a maior mentira do século” e afirmou que o Hamas usa civis e locais como hospitais, escolas e mesquitas.

Pressão sobre Israel e lembrança de 7 de outubro marcam o discurso na ONU

Netanyahu voltou a mencionar os ataques de 7 de outubro, que ele chamou de “dia mais sombrio” da história de Israel.

A presença dele na Assembleia Geral acontece em meio à pressão internacional sobre Israel por sua atuação em Gaza, após a abertura da sessão em 22 de setembro, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o governo israelense e acusou Netanyahu de promover um genocídio contra os palestinos.

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