O senador Flávio Bolsonaro pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proíba o PT de usar na propaganda eleitoral trechos do discurso que Lula fez na terça-feira 22, em Nova York, na Assembleia-Geral da ONU. O pedido ocorre enquanto o presidente amplia a repercussão da fala nas redes sociais.
Pedido ao TSE mira propaganda com trechos do discurso em Nova York
Flávio Bolsonaro pediu ao TSE a proibição do uso dos trechos na propaganda eleitoral. A ação entra no debate sobre como a fala de Lula pode ser aproveitada durante a campanha.
O texto do discurso teve partes feitas para render cortes em redes sociais. Ele misturou temas ligados à chancelaria nacional com recados para a eleição no Brasil.
Quem escreveu e quais trechos Lula destacou: ONU, soberania, Pix e 6 x 1
O discurso foi escrito por Audo Araújo Faleiro, diplomata e assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, ligado ao ex-chancelar Celso Amorim. Na fala, Lula criticou a derrocada do multilateralismo, conflitos armados e ameaças militares e até tarifárias.
Depois, o ministro de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, entrou na parte voltada ao tema eleitoral. Lula voltou a defender a soberania nacional com a frase “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”. Ele também citou Pix e o fim da escala de trabalho 6 x 1 e disse: “Não permitiremos que os inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular. A democracia brasileira pertence aos brasileiros”.
Repercussão no Instagram e uso do discurso pelo PT vira alvo do TSE
Frases de maior impacto foram reproduzidas no Instagram oficial do presidente e, até a manhã de sexta-feira 25, tinham cerca de 200 000 mil curtidas cada uma. Flávio Bolsonaro citou o TSE ao pedir a restrição do uso dos trechos na propaganda.
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