Donald Trump rejeitou, neste sábado (26), o plano do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias. A proposta mira um ponto central do conflito entre EUA e Irã.
Rejeição de Trump esbarra no conflito que envolve passagem do petróleo
O Estreito de Ormuz fica no centro das tensões entre Estados Unidos e Irã. A via marítima costuma concentrar 20% dos hidrocarbonetos mundiais.
Desde o fim de fevereiro, Estados Unidos e Israel fazem bombardeios ao Irã. A República Islâmica reivindica o controle da passagem e Washington impõe bloqueio aos portos iranianos.
Irã apresentou oferta e pediu decisão de Washington; Trump negou
O Irã anunciou na sexta-feira que tinha apresentado uma proposta aos Estados Unidos para reabrir o Estreito de Ormuz. Teerã falava em prazo de sete dias, contando a partir da validação do acordo.
Trump declarou a jornalistas em frente à Casa Branca: “Rejeito a proposta deles”. Ele também disse que os dirigentes iranianos querem “chegar a um acordo para abrir o estreito imediatamente porque estão perdendo terreno de forma estrondosa”.
Próximas movimentações incluem protocolo de junho e retorno ao debate sobre medidas
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que a decisão “cabe agora” a Washington. O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, afirmou que a proposta foi feita “em coordenação” com o líder supremo Mojtaba Khamenei.
O chefe da diplomacia iraniana disse que as “medidas que os Estados Unidos devem tomar não são novas” e “já constam todas no protocolo de acordo” assinado em junho. O plano citava cessar-fogo imediato e medidas ligadas a ativos iranianos congelados, sanções ao petróleo e bloqueio naval.
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