Salman Rushdie divulga documentário após atentado de 2022 com quinze facadas

Salman Rushdie está divulgando um documentário sobre o atentado que sofreu em 2022, quando levou quinze facadas. O escritor fala do ataque e de como segue com a vida quase 40 anos depois da fatwa que marcou seu nome.

Dois fatos ligados à fatwa: proteção máxima e vida com “felicidade cautelosa”

Rushdie diz que sempre se recusou a se colocar como vítima.

Ele lembra que, após a fatwa, viveu com proteção em grau máximo, usando o pseudônimo Joseph Anton, durante o período sob segurança britânica. Em entrevistas, também conta que, aos 79 anos, mantém uma rotina descrita como “felicidade cautelosa”.

Atacante Hadi Matar: quinze facadas e condenação a 25 anos

O ataque aconteceu quando Rushdie dava uma palestra no interior do Estado de Nova York, e foi filmado, com cenas mostradas no documentário.

Hadi Matar, um jovem xiita libanês, atingiu Rushdie na mão direita, no quadril, no abdômen, no peito, no pescoço e no olho direito, que perdeu. Matar foi condenado a 25 anos.

Em entrevista à revista Spectator, Rushdie disse que não acredita na pena de morte, mas falou que o agressor precisa “sair de cena por muito tempo”. Ele acrescentou que, com 28 anos, pode estar livre aos 50.

Mensagem ao agressor e o que o público vai acompanhar no documentário

Rushdie comenta a identidade do atacante e usa a forma como chama o agressor, “A.”, sem pronunciar o nome escolhido por ele.

Ele afirmou que a “melhor vingança é a indiferença” e disse que faz o documentário para mostrar a “luta” entre fanatismo e preconceito contra arte, amor, imaginação e beleza.

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