O Congresso espanhol rejeitou, nesta sexta-feira, 2, os dois decretos de moradia propostos pelo governo de Pedro Sánchez. A votação abriu mais pressão sobre o primeiro-ministro em meio a protestos ligados à crise habitacional.
Rejeição dos decretos acontece com protestos em Madri e outras cidades por causa do aluguel
A falta de moradia acessível é apontada como um dos principais problemas sociais da Espanha. Na semana passada, uma madrilenha de 87 anos foi despejada da casa onde morava havia 70 anos.
O despejo ocorreu após a empresa proprietária aumentar o aluguel mensal em 275%, para 2.650 euros, segundo o Sindicato de Inquilinos de Madri. A cena de Maricarmen Abascal sendo retirada em uma maca gerou indignação e fez o movimento seguir mesmo com acordo para ela voltar.
Parlamento derruba 1º decreto por 178 a 172 e o 2º por 184 a 166
Na terça-feira 29, o governo apresentou dois decretos para enfrentar a crise habitacional. Entre as medidas, estavam a suspensão de despejos de inquilinos vulneráveis até 2030 e a renovação automática dos contratos de aluguel.
Também entrou na proposta a proibição ou restrição para fundos de investimento especulativos comprarem novos imóveis residenciais. No fim, nesta sexta, o primeiro decreto caiu por 178 votos a 172, e o segundo foi rejeitado por 184 votos contra e 166 a favor.
Oposição cobra eleições antecipadas e governo mantém silêncio sobre o prazo
Após a derrota, a oposição pediu que Sánchez antecipe as eleições legislativas previstas para 2027. O líder do Vox, Santiago Abascal, disse que quanto antes forem as eleições, melhor, e pediu transparência.
Integrantes do governo não confirmaram nem negaram a possibilidade. A vice-presidente do governo, Yolanda Díaz, falou em entrevista à rádio Cadena Ser: “Conversei com ele e minha discrição será absoluta sobre esta questão”.
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