A governadora de Nova York, Kathy Hochul, criticou nesta sexta-feira, 2, a condução da investigação sobre um suposto estupro coletivo envolvendo uma estudante da Universidade Cornell. Ela disse que a vítima foi “deixada na mão” e afirmou que vai garantir que os fatos sejam esclarecidos.
Hochul diz que polícia universitária e promotoria falharam ao lidar com o relato
Hochul afirmou que instituições que deveriam proteger a estudante não encaminharam o caso como esperavam.
Ela citou a polícia de Cornell e disse que as autoridades deveriam ter passado à promotoria um relato de agressão sexual por cinco homens enquanto a estudante estaria intoxicada em uma casa de fraternidade.
Letitia James assume como promotora especial após caso ser reaberto em 2026
Hochul anunciou um dia antes que a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, vai assumir a investigação como promotora especial.
Segundo a reportagem, a decisão muda a condução do caso, que havia sido encerrado sem acusações criminais em 2024 e foi reaberto pelo promotor do condado de Tompkins nesta semana após uma ação civil.
Na ação civil, a ex-aluna identificada como Jane Doe processa sete estudantes, a própria Cornell e a fraternidade Chi Phi, com alegações de consumo de álcool e drogas, incluindo cetamina e maconha, antes da agressão.
Reabertura agora mira evidências para possível acusação criminal e muda rotina na Cornell
A reabertura acontece depois que novas alegações foram apresentadas, e James fará uma nova análise das evidências.
Se ela encontrar elementos suficientes, poderá levar o caso a um júri de instrução, enquanto a Cornell suspendeu por tempo indeterminado a unidade da Chi Phi e abriu uma investigação independente.
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