Um juiz negou o pedido de absolvição de Lindsay Clancy, que confessou matar seus três filhos nos Estados Unidos, e abriu caminho para um novo julgamento. A decisão saiu na quinta-feira 1º.
Saúde mental e impasse do júri entram no centro do caso
O processo ficou marcado por um debate sobre saúde mental materna. Durante o julgamento, o júri não chegou a um veredito.
Clancy também tratou do assunto em sua defesa, ao alegar psicose pós-parto. Ela segue sendo julgada após a decisão do magistrado.
Confissão, tentativa de suicídio e argumentos de defesa e acusação
Lindsay Clancy, de 36 anos, estrangulou em janeiro de 2023 seus filhos Cora, 5; Dawson, 3; e Callan, de 8 meses. Os crimes aconteceram na residência da família em Massachusetts.
Depois dos homicídios, ela cortou a própria garganta e os pulsos e pulou de uma janela do segundo andar. Ela ficou paralisada da cintura para baixo.
Clancy confessou o crime, mas pediu inocência por alegar insanidade mental ligada a psicose pós-parto. O juiz William Sullivan, do tribunal de Plymouth, disse que havia provas suficientes para convencer o júri da culpa.
Audiência para decidir novo julgamento fica parada até 2 de novembro
O julgamento anterior durou cinco semanas, foi televisionado e teve mais de 80 testemunhas. No começo deste mês, Sullivan declarou o julgamento nulo após o júri ficar dividido em 11 a 1.
O tribunal em Massachusetts vai decidir se haverá um novo julgamento. Sullivan paralisou a audiência até o dia 2 de novembro e pode marcar uma nova data conforme o posicionamento sobre o pedido da defesa de acesso a informações adicionais sobre as deliberações do júri.
Se fosse considerada culpada de assassinato em primeiro grau, Clancy pode pegar prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
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