Advogados, médicos e lideranças religiosas pedem suspensão da pena de morte nos Estados Unidos após a execução de Christa Pike, no Tennessee, deixar a mulher viva, mas em estado crítico.
Christa Pike segue sob cuidados médicos intensivos nesta sexta-feira, 2, dois dias depois de receber duas doses de injeção letal.
Pedido de moratória cresce depois da execução malsucedida de Pike
Randy Spivey, advogado de Pike que estava na câmara de execução, chamou o caso de “cruel e torturante”.
Ele disse que sete agulhas foram inseridas somente no braço esquerdo de Pike e que uma delas parecia estar dobrada quando foi puxada dela.
Entidades apontam violações e citam histórico de falhas em injeções letais
Especialistas avaliaram que a falha no procedimento violou a proibição de “punição cruel e incomum”, prevista pela Consituição americana.
Sandra Babcock, professora de direito na Universidade Cornell e consultora jurídica da equipe de Pike, disse que o incidente foi “inimaginavelmente bárbaro” e defendeu comutar a sentença de morte por prisão perpétua.
Bryan Stevenson afirmou que os últimos meses tiveram uma série de alertas ligados a procedimentos defeituosos e citou dados do Death Penalty Information Center: de 8.776 aplicações da pena capital entre 1890 e 2010, 3,15% (276) apresentaram problemas, com injeção letal com a maior taxa de erro, de 7,2%.
Governador suspende execuções no Tennessee e investigação independente é solicitada
Após o incidente, o governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu nesta quinta-feira, 1º de outubro, todas as execuções restantes previstas para 2026 no estado.
Ele também pediu uma revisão abrangente, feita por investigadores independentes, para apurar o que levou ao fracasso das injeções.
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