Miami ganhou um novo ritmo na construção de prédios altos e luxuosos, puxado por interesses de super-ricos. A mudança ganhou força depois que as regras da aviação civil americana passaram a permitir edifícios bem mais altos.
Regras para prédios mais altos liberaram o boom de torres em Miami
A cidade, que antes tinha um horizonte marcado por fachadas baixas e coloridas, passou a ver o crescimento crescer na última década.
Isso aconteceu após uma mudança da autoridade de aviação civil americana, que passou a permitir prédios com até 320 metros, abrindo espaço para um boom imobiliário “rumo às nuvens”.
27 edifícios acima de 150 metros e Waldorf Astoria mira 320 metros
Nesse ritmo, 27 edifícios com mais de 150 metros, ou quarenta andares, estão em obras.
Um dos destaques é a filial do luxuoso hotel Waldorf Astoria, que deve chegar a 320 metros, acima dos 290 metros do Cipriani Residences. A inauguração do empreendimento está prevista para 2028.
Depois, esse topo deve mudar em 2030, quando o 888 Brickell by Dolce & Gabbana deve igualar a marca.
Luxo para poucos e exigência de resistência a furacões orientam os projetos
Os prédios citados trazem instalações ultraluxuosas, como elevadores que comportam carros para estacionar nos apartamentos, piscinas privativas com vista para o mar, jardins suspensos, restaurantes estrelados, concierge 24 horas e beach clubs privados.
Também há exigências do código de construção, que pede imóveis capazes de resistir à Zona de Furacões e Ventos de Alta Velocidade, com rajadas que podem chegar a 300 quilômetros por hora.
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