Nesta sexta-feira, 9, Navi Pillay foi anunciada como Nobel da Paz 2026 e, na primeira reação, alfinetou Donald Trump. A jurista falou durante sua participação no tribunal de Nuremberg, onde comentava a premiação.
Jurista sul-africana reage ao prêmio no tribunal de Nuremberg
Pillay fez a reação no tribunal de Nuremberg, onde participava de um congresso acadêmico. No local, ela respondeu aos holofotes e comentou a escolha do comitê norueguês.
O Comitê Norueguês do Nobel disse que ela teve papel para que crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio virassem objeto de processo judicial.
Alfinetada em Trump e referência a uma entrega anterior em Oslo
No mesmo ambiente, Pillay fez uma ironia sobre Trump ao entrar na sala sob aplausos. Ela disse: “Se aplaudirem um pouco mais, talvez eu divida este prêmio com Trump”.
A reação veio depois de Trump voltar a se dizer “merecedor” do Nobel da Paz, dois dias antes da cerimônia, citando que teria encerrado “oito guerras”, evitado outros conflitos e livrado o mundo “da aniquilação”.
O texto também lembra que, no ano passado, Trump reclamou por ter sido ignorado na premiação de 2025. O comunicado do Comitê Norueguês do Nobel reforçou que o prêmio é intransferível.
Pronunciamento do comitê do Nobel e trajetória ligada a direitos humanos e Gaza
Durante o pronunciamento do presidente do comitê do Nobel, Jorgen Watne Frydnes, a Noruega incluiu falas que funcionaram como resposta à pressão ligada à cerimônia. Ele disse que o Comitê Norueguês do Nobel quer lembrar ao mundo que o Estado de Direito é a base para garantir a paz e resolver conflitos de forma não violenta.
A matéria cita que a trajetória de Pillay passou por defesa de Nelson Mandela e luta contra o apartheid. Mais recentemente, ela presidiu uma comissão da ONU que investigou a guerra em Gaza e um relatório publicado no ano passado concluiu que Israel havia cometido genocídio contra os palestinos.
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