Aliados falam em volta de Bolsonaro à eleição de 2030 após decisões no STF e TSE

Aliados de Jair Bolsonaro apostam em um retorno às eleições em 2030, mesmo com condenações e inelegibilidade até 2061. O plano depende de revisões no STF e no TSE, além de regras sobre sucessão no caso de Flávio Bolsonaro virar presidente.

PL ganha força e aliados passam a projetar a volta de Bolsonaro em 2030

O desempenho eleitoral do PL animou aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro a falar em retorno à política.

O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, disse que, se for eleito no segundo turno contra Lula, Flávio Bolsonaro vai libertar seu pai. Valdemar tratou a ideia como algo que transformaria o ex-presidente em um “forte candidato” à Presidência da República em 2030.

Condenações levam inelegibilidade até 2061 e eleições de 2030 entram na conta

Hoje, Jair Bolsonaro cumpre em casa uma pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, ligada aos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

Por causa da Lei da Ficha Limpa, ele só voltaria a ter elegibilidade depois de 2061. As condenações no TSE valem por oito anos a partir da eleição de 2022, ou seja, até depois do pleito de 2030.

A defesa do capitão reformado pediu revisão criminal para anular a condenação na ação citada na trama golpista. O caso está sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques, que pretende analisar depois do segundo turno, sem cronograma definido.

Jurisprudência fala em condição: renúncia de Flávio seis meses antes

Uma eventual candidatura em 2030 só ganharia espaço se a condenação no STF e as duas sentenças à inelegibilidade no TSE fossem anuladas.

A advogada eleitoral Ezikelly Barros disse que, no caso de Flávio ser o próximo presidente, Jair só poderia concorrer em 2030 se o filho renunciasse ao cargo seis meses antes do pleito.

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