O PT vive uma tensão maior com a chance de derrota de Lula para Flávio Bolsonaro. O partido ainda não fechou quem vai liderar a sucessão do presidente, e o debate pode acelerar.
Lula admite condições para não disputar e sucessão do PT segue sem definição
Em setembro de 2025, Luiz Inácio Lula da Silva disse que só não iria para a sétima candidatura à Presidência se tiver algum problema de saúde ou se aparecer algum candidato melhor. A saúde do presidente segue boa, e o PT ainda trata a escolha do sucessor como um tema delicado.
O debate interno ganha força quando cresce a hipótese de derrota. O texto aponta que o cenário pode mudar rapidamente se Lula perder para Flávio Bolsonaro.
Pressão no partido cresce após 2018, quarto revés de Haddad e perdas em eleições
Desde que Lula foi preso pela Lava-Jato, em abril de 2018, o PT buscava um nome para suceder. Sem alternativas viáveis, Lula tentou ser candidato da cadeia e teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral, passando a vaga a Fernando Haddad.
As últimas eleições aparecem como mais um sinal de desgaste. Haddad sofreu a quarta derrota eleitoral seguida ao ser batido no primeiro turno por Tarcísio de Freitas em São Paulo. Gleisi Hoffmann chegou em quarto lugar na disputa ao Senado pelo Paraná com meros 13% dos votos, Manuela foi a terceira no Rio Grande do Sul com 17%, e João Campos perdeu a eleição ao governo de Pernambuco para Raquel Lyra ainda no primeiro turno.
O texto cita ainda vitórias no Nordeste que sustentam o PT. Camilo Santana ajudou a reeleger Elmano de Freitas no Ceará, Rui Costa se elegeu senador e ajudou a reeleger Jerônimo Rodrigues na Bahia, e Rafael Fonteles foi reeleito no Piauí com 71% dos votos.
Coordenação da campanha e disputa interna devem ganhar intensidade com reuniões em Brasília
Após o primeiro turno, a coordenação da campanha virou alvo de críticas dentro do PT. Kátia Abreu, ex-senadora e ex-ministra, disse que a coordenação nacional tinha um grupo formado por “paulistas sem voto” e defendeu mais participação de lideranças regionais.
O texto registra que Camilo Santana ganhou espaço na coordenação ao lado de Edinho Silva e que Rui Costa e Jaques Wagner foram chamados para a reorganização. Fonteles foi para Brasília na segunda 5 e ficou por três dias, participando de reuniões sobre o uso das redes sociais.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.