Greta Thunberg vai a protestos estudantis em Paris e critica falta de investimento

Greta Thunberg participou de protestos de estudantes franceses nesta terça-feira, 13, em Paris. A ativista sueca foi até o liceu Paul Éluard, em Saint-Denis, onde os alunos fecharam a escola.

Greta Thunberg reforça ato de estudantes em Paris contra falta de professores e estrutura

Os protestos acontecem há mais de três semanas em todo o território nacional. Estudantes bloquearam escolas e ocuparam as ruas para denunciar escassez crônica de professores, turmas superlotadas e problemas estruturais nos colégios.

O movimento ganhou mais participantes ao longo do tempo. Professores, sindicatos, universitários e agricultores passaram a somar apoio aos atos.

Declarações em Saint-Denis e números das prisões e investigações na França

Greta disse em frente ao liceu Paul Éluard que “Os jovens não estão sendo incluídos na conversa”. Ela falou ainda: “Nosso futuro está sendo roubado de nós e, como vimos aqui, as escolas não estão recebendo os investimentos de que precisam”.

Segundo o Ministério da Justiça francês, mais de 6.800 pessoas foram detidas desde o início das manifestações. O órgão informou que cerca de 1.500 pessoas estão sendo processadas e que 24 denúncias de violência policial contra manifestantes estão sob investigação.

O mesmo levantamento aponta mais de 200 adolescentes, 100 funcionários de escolas e 700 policiais feridos. Um adolescente perdeu a mão após uma granada de efeito moral e o governo proibiu o uso desses artefatos nos protestos.

Macron pede moderação e ministro fala em reforço, mas governo enfrenta novo dia de atos

O presidente Emmanuel Macron pediu moderação na segunda-feira 12 e disse que as demandas dos estudantes “exigem tempo, consultas, discussão e respeito”. Antes disso, o ministro da Educação, Édouard Geffray, anunciou que mobilizaria 3 mil professores substitutos em escolas com maior falta de funcionários.

A previsão é repetir cenas semelhantes nesta terça, 13, em várias grandes cidades francesas, incluindo Paris. Mais de 200 das 3.700 escolas do país fecharam, e 90% das universidades aderiram ao protesto.

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