Donald Trump usou indultos para beneficiar aliados republicanos ligados ao movimento MAGA, aponta uma investigação da Reuters nesta terça-feira, 13. O levantamento também descreve enfraquecimento de órgãos de combate à corrupção nos EUA.
Indultos de Trump atingem aliados e mudam o jogo dentro da Justiça americana
A apuração da Reuters analisou 85 casos e ouviu mais de uma dúzia de promotores e juristas.
A reportagem fala em um “padrão sistemático de favorecimento partidário” no uso de perdões presidenciais.
85 beneficiados: republicanos eleitos, nomeados do Partido Republicano e aliados de campanha
Entre as 85 autoridades públicas que receberam medidas de clemência em acusações de corrupção, 36 eram republicanos eleitos, 19 eram nomeados políticos do Partido Republicano e nove haviam feito campanha para Trump.
No total, os perdões pouparam esses aliados de cumprir 130 anos atrás das grades e evitaram o pagamento de US$ 15 milhões (R$ 75,35 milhões, na cotação atual) em multas.
Quase três quartos saíram antecipadamente da cadeia, evitaram julgamentos ou recuperaram direitos políticos. Mais de 75% recusaram-se a cooperar com os promotores e a maioria não admitiu culpa nem mostrou arrependimento.
Casos citados e efeitos na Seção de Integridade Pública e no trabalho do FBI
A investigação destaca Michele Fiore, conhecida como “Lady Trump” em Nevada, perdoada antes da sentença após desviar US$ 80 mil (mais de R$ 400 mil) arrecadados para o memorial de um policial morto.
Também aparecem Glen Casada e Cade Cothren, do Tennessee, perdoados após envolvimento em esquema de suborno e propina, e a Seção de Integridade Pública do Departamento de Justiça, que teve o quadro de 30 promotores reduzido a apenas dois.
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