Cientista político diz que Lula buscou votos tarde na reta final contra Flávio Bolsonaro

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um problema de timing na reta final do segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo o cientista político Elias Tavares. Para ele, iniciativas recentes podem ter chegado tarde demais para virar votos.

Tavares liga atraso nas ações de campanha ao risco de não virar votos

Elias Tavares participou do programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal.

O cientista político diz que o governo concentrou iniciativas perto da votação, o que pode dificultar a conversão em votos.

Quaest mostra empate técnico e Tavares critica demora para “começar” no segundo turno

Tavares comenta a primeira pesquisa Quaest do segundo turno, divulgada após a análise. A pesquisa aponta Flávio Bolsonaro com 46% das intenções de voto e Lula com 44%, em situação de empate técnico.

Em seguida, ele responde sobre a dificuldade do presidente em avançar depois das medidas. Ele afirma: “Na minha avaliação, a campanha do PT começou só no segundo turno”.

O cientista político cita como exemplo a defesa do fim da escala de trabalho 6×1 e a aproximação com o eleitorado evangélico.

Medidas como fim da escala e carta a evangélicos aparecem tarde, diz Tavares

Tavares diz que anúncios às vésperas da votação podem gerar desconfiança entre eleitores, sem explicações sobre a origem dos recursos. Ele também afirma que parte dessas medidas pode ser interpretada como “estelionato eleitoral”.

Ele destaca que 91% dos eleitores dizem ter o voto consolidado. Mesmo assim, aponta que ainda existe parcela disposta a reconsiderar e que o desafio é conquistar esses votos com pouco tempo até a votação.

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