Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, foi preso de novo nesta quarta-feira (15) e a disputa no TSE pode impactar o mandato dele e a cadeira na Assembleia Legislativa do Rio. O caso envolve recurso do Ministério Público contra a decisão que liberou o registro da candidatura a deputado estadual.
Liberação da candidatura veio em 29 de setembro, com votação marcada para 4 de outubro
Preso pela primeira vez em julho, Canella teve a candidatura contestada pelo Ministério Público.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) liberou o registro no dia 29 de setembro, a cinco dias da eleição, e Canella participou da votação.
Recorte do processo: prisão, recurso ao TSE e votos de 197.178
Na 6ª etapa da Operação Unha e Carne da Polícia Federal, o registro foi contestado e a candidatura só foi liberada pelo TRE em 29 de setembro.
O TRE concluiu que as provas do MPE não mostravam organização criminosa usando estrutura ou poder armado na campanha, e Canella recebeu 197.178 votos, ficando como o segundo mais votado para a Assembleia Legislativa.
O Ministério Público Eleitoral recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que ainda não julgou o recurso. Enquanto isso, Canella está preso de novo após uma busca que levou a novos elementos na investigação ligada a uma rede de postos de combustíveis que movimentou R$ 7,6 bilhões em seis anos para facções criminosas.
O que pode acontecer com o diploma e com a cadeira na ALERJ
Se o TSE negar o registro, Canella pode nem ser diplomado e pode perder o mandato conquistado em 4 de outubro.
A contagem dos 197.178 votos pode seguir para a legenda, e a regra citada no texto diz que eles podem ser contabilizados para a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, dependendo dos efeitos da decisão judicial.
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