O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai analisar o registro de candidatura de Márcio Canella (União Brasil) depois que o TRE-RJ liberou a candidatura e ele foi eleito deputado estadual. O caso envolve um recurso com pedido de barrar o ex-prefeito de Belford Roxo por possível relação com lideranças de milícias.
Após eleição, Canella entra na fila do TSE por recurso sobre registro
O processo agora está com o ministro Sebastião Reis Júnior no TSE.
O recurso contra o deferimento do registro tem apoio de advogados de candidatos do Republicanos, partido do ex-governador Garotinho.
Pedido da PRE cita prisão do ex-prefeito e possíveis vínculos com milícias
A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) pediu que Canella fosse barrado nestas eleições. O pedido citou a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, nesta quinta-feira, 15, pela PF.
Segundo a manifestação enviada ao TRE-RJ, o MP Eleitoral tratou de uma possível ligação “político-administrativa e eleitoral estável e contemporânea” entre Canella e dois nomes: Fábio Augusto de Oliveira Brasil (o Fabinho Varandão) e Luiz Eduardo Santos de Araújo.
No TRE-RJ, o registro de Canella foi deferido por 6 votos a 1 no dia 29 de setembro, após a corte liberar a candidatura.
Defesa fala em atos de terceiros; corte eleitoral cita atuação em campanha e inquérito no STF
A ação de impugnação mencionou imagens e links que mostrariam Fabinho Varandão e Luiz Eduardo Santos de Araújo atuando na campanha de 2026 como apoio territorial a Márcio Canella.
A defesa disse que existe “absoluta ausência de responsabilidade por atos praticados por terceiros” e que os dois citados foram exonerados em 29 de setembro de 2025.
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