Flávio Bolsonaro e Lula intensificaram, na reta final, promessas ligadas ao “evangelho da prosperidade”, com foco em dinheiro para eleitores. A campanha mira a votação de domingo (25/10) e coloca a disputa no centro do debate sobre apoio do governo a quem se declara microempresário.
Promessas de “prosperidade” entram na reta final com promessa de apoio financeiro
Os dois candidatos passaram a tratar prosperidade como caminho ligado a crença e sucesso pessoal.
Flávio Bolsonaro anunciou a criação de um “Ministério da Prosperidade” caso seja eleito, com distribuição de dinheiro público para eleitores que, segundo ele, tenham vontade de estudar, fazer curso, empreender, ter crédito, abrir o próprio negócio, crescer e prosperar.
Bolsonaro cita ministério sem detalhar custo e Lula reage com Prospera e Pix de até 5 000 reais
Flávio Bolsonaro não apresentou detalhes sobre o que seria o ministério, quanto custaria, quem seriam os privilegiados e como a conta entraria no orçamento federal.
Lula lançou o Prospera, programa de anistia para eleitores endividados e cadastrados na Receita Federal como microempresários, com compra, pelo governo, de dívidas de profissionais autônomos junto ao sistema financeiro privado. O texto cita 18 milhões de pessoas, cerca de 11% do eleitorado.
Em comício no Palácio do Planalto, Lula falou em “limpar” o nome de eleitores e “zerar” dívida, dizendo que a retribuição viria com “um Pix de até 5 000 reais”.
Sem plano orçamentário detalhado, campanha aponta expectativa de crédito e perdão de dívidas
Segundo o texto, ninguém conseguia responder na Esplanada dos Ministérios, na semana passada, sobre beneficiários, datas e motivos, porque não existia plano governamental nem previsão orçamentária para doação de recursos públicos.
O eleitorado vai às urnas no domingo (25/10), com a disputa concentrada em promessas ligadas a crédito, negócios e quitação de dívidas.
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