Déficit dos EUA fecha 2026 em US$ 1,99 tri, maior desde a pandemia

Os Estados Unidos fecharam o ano fiscal de 2026 com déficit de US$ 1,99 trilhões em 30 de setembro. O resultado saiu em um relatório do Departamento do Tesouro nesta sexta-feira, 16, e ajuda a explicar a pressão nas contas públicas neste momento.

Rombo federal de 2026 supera o de 2025 e confirma déficit há 25 anos

O déficit do ano fiscal ficou cerca de 12% acima do rombo de 2025, que foi de US$ 1,775 trilhão.

O montante ficou entre os maiores da história dos Estados Unidos, atrás apenas de 2020 e 2021, anos marcados por estímulos financeiros durante a pandemia de covid-19.

Despesas com dívida, previdência e Medicare puxam o resultado; tarifas geram reembolso

Segundo o Tesouro, o aumento das despesas com a dívida pública, os reembolsos de tarifas de importação e gastos recordes do governo de Donald Trump ajudaram a empurrar o déficit.

A previdência (Social Security) somou quase US$ 1,7 trilhão no ano fiscal, enquanto o Medicare gastou quase US$ 1,1 trilhão. Já os juros líquidos passaram de US$ 1 trilhão, acima dos US$ 970 bilhões de 2025.

Nos impostos, pessoas físicas renderam mais de US$ 2,8 trilhões e pessoas jurídicas geraram US$ 381 bilhões. Nas tarifas, o Tesouro citou recorde na arrecadação bruta, mas a necessidade de reembolsos, ligada a uma decisão da Suprema Corte sobre o tarifaço de Trump, devolveu bilhões de dólares a varejistas.

Gasto com juros passa de US$ 1,3 tri e Tesouro cita “crescimento global”

Os Estados Unidos desembolsaram mais de US$ 1,3 trilhão para pagar os juros da dívida pública nacional.

O total da dívida ultrapassou US$ 40 trilhões no início deste ano, e Scott Bessent disse que “o crescimento global é o caminho” para lidar com o rombo.

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