Marcas, patentes e outros ativos intangíveis podem virar garantia para operações de crédito e ajudar a financiar a inovação no Brasil. O assunto foi debatido em São Paulo por CNI, INTA, INPI e o MDIC.
Debate em São Paulo mira crédito para inovação usando ativos intangíveis
O Brasil discute métodos para avaliar ativos de propriedade intelectual. A ideia é facilitar o acesso ao crédito e estimular o financiamento da inovação.
O encontro aconteceu na quarta-feira (14), em São Paulo. O evento reuniu CNI, INTA, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
INPI diz que falta avaliação padronizada e cita plano a partir do próximo ano
Rodrigo Ventura, coordenador-geral do INPI, apontou que a falta de mecanismos consolidados de avaliação dificulta o reconhecimento dos ativos nas negociações com instituições financeiras. Ele citou que, na hora do financiamento, bancos pedem patrimônio e aval pessoal.
Ventura afirmou que não há impedimento legal para usar propriedade intelectual como garantia financeira no Brasil. Ele disse que o INPI trabalha nesse tema e, a partir do ano que vem, vai se estruturar para começar a oferecer serviços de valoração de ativos.
Micro e pequenas empresas podem usar marca e patente como ativos centrais
O debate também destacou que a propriedade intelectual pode ajudar micro e pequenas empresas (MPEs). Segundo Rodrigo Ventura, cerca de 80% dos titulares de marcas são micro e pequenas empresas ou pessoas físicas.
Ele acrescentou que, no caso dos depósitos de patentes feitos por residentes no Brasil, aproximadamente 70% têm origem em micro e pequenas empresas ou inventores individuais.
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