A transição do futuro governo de Douglas Ruas (PL) mal começou e a proposta de reunir as polícias Militar e Civil já provoca resistência na segurança pública. A ideia coloca o comando das corporações sob uma Secretaria de Segurança Pública e pode trazer um secretário de fora das duas áreas.
Unificar polícias e ter secretário fora da corporação aumenta a resistência
Douglas Ruas estaria disposto a reunir novamente as polícias Militar e Civil sob o comando de uma Secretaria de Segurança Pública.
Esse desenho inclui um ponto que pode ampliar a rejeição: o titular da pasta pode vir de fora das duas corporações.
Oposição vem de militares e civis, com ligação do tema a um modelo identificado com a esquerda
A proposta encontra oposição entre policiais militares e civis, inclusive delegados e oficiais que fazem parte da cúpula das corporações.
Nos bastidores, a reunificação também é associada a um modelo de gestão ligado, por esses setores, à esquerda.
Parte dos policiais vê mudança difícil de aceitar num governo eleito pelo PL, partido que trata a segurança pública como uma das bandeiras e que ganhou força nas eleições de 2026 por causa da operação de 122 mortos nos Complexos da Penha e do Alemão, comandada pelas secretarias de Polícia Civil e de Polícia Militar.
Douglas Ruas, ainda sem assumir, já mira desgaste dentro de casa
Douglas é policial civil de formação e ainda nem assumiu.
Mesmo assim, ele já corre risco de abrir sua primeira frente de desgaste dentro das próprias corporações.
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