A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva vai explorar a simpatia de Flávio Bolsonaro com a pauta armamentista após a entrevista dele no Jornal Nacional. A estratégia mira ampliar apoio no segundo turno e atrair eleitoras e indecisos.
Estratégia busca ampliar apoio no segundo turno com foco em armas
A equipe do presidente acompanhou a entrevista dada por Flávio Bolsonaro ao Jornal Nacional.
Depois disso, o plano é usar a simpatia do candidato do PL à presidência da República pela pauta armamentista para ganhar espaço junto ao eleitorado.
Entrevista evitou detalhes sobre retirada de marcação e Flávio citou bandidos
Durante a entrevista, Renata Lo Prete insistiu no tema sobre um projeto de autoria de Flávio que propunha retirar a marcação de cápsulas de balas de arma de fogo compradas para uso das forças de segurança.
Flávio respondeu dizendo: “O que eu sei hoje, Renata, é que quem está autorizado a usar armas de guerra, inclusive, são os bandidos”. Ele também fez críticas à gestão da segurança pública do governo Lula.
Renata perguntou se a medida dificultaria investigações. Flávio evitou polemizar e declarou: “No meu governo, eu vou tratar os chefes de organizações criminosas, Comando Vermelho, PCC e milícias como narcoterroristas. Vão morrer presos na cadeia ou vão ser neutralizados. Isso é muito maior do que qualquer detalhezinho desses em cima de uma cápsula”.
Reta final mira indecisos e decisão pode influenciar quem vai às urnas em 25 de outubro
A campanha de Lula avalia que a entrevista abriu uma “nova janela de oportunidade” para desgastar o adversário na reta final.
O objetivo inclui atrair o eleitorado independente e fazer quem não votou na primeira etapa decida ir às urnas em 25 de outubro.
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