Com o segundo turno a cinco dias, a deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) articulou a criação de uma CPMI para investigar denúncias envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a empresária Roberta Luchsinger e eventuais agentes públicos. Ela disse que o requerimento já tinha assinaturas suficientes no Senado, mas ainda precisa da adesão de deputados.
CPMI sobre denúncias envolvendo Lulinha entra na reta final com coleta de assinaturas
Coronel Fernanda afirmou em entrevista ao VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, que a proposta mira a apuração das denúncias. A parlamentar disse que a coleta de apoios segue e que vai cobrar mais participação de integrantes da base governista.
Ela afirmou que quer investigar o que Roberta Luchsinger apresentou à CNN. A deputada citou suspeitas ligadas a tráfico de influência, corrupção, favorecimento indevido e conflitos de interesse, que ainda precisam ser apuradas.
Números do apoio: 92 deputados e 34 senadores, com metas para instalar a comissão
Segundo Coronel Fernanda, a proposta tinha, até o momento da entrevista, apoio de 92 deputados federais, de um total de 171 necessários. Ela também informou apoio de 34 senadores, acima do mínimo de 27.
A deputada explicou que ainda faltava a adesão de deputados para avançar. Ela disse ainda que o próximo passo depende de concluir a coleta de assinaturas e fazer a apresentação formal do requerimento.
Após protocolar, Coronel Fernanda pretende falar com Davi Alcolumbre
Coronel Fernanda disse que ainda não havia procurado o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. Ela afirmou que vai buscar Alcolumbre depois de protocolar o pedido para conversar sobre a instalação da CPMI.
Sobre a adesão de parlamentares ligados ao governo, ela disse que apenas cinco ou seis integrantes de partidos de esquerda ou da base governista haviam assinado. Ela declarou: “Eu avalio mais como uma cortina de fumaça”.
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