Roberta Luchsinger rebate declarações de Lula e fala em delação após ameaças

Roberta Luchsinger veio a público depois das declarações de Lula e das ameaças que passou a receber. Ela concedeu entrevista à CNN Brasil e disse que quer fazer uma delação premiada.

Lobista reage após Lula negar relação e chamar Luchsinger de “pilantra”

Na noite de 27 agosto, Roberta Luchsinger atendeu ligações quando soube do que Lula tinha dito no Jornal Nacional, da TV Globo. O presidente afirmou que não conhecia a lobista e disse: “É uma pilantra!”.

Depois disso, Luchsinger relata que recebeu mais mensagens ameaçadoras. A mulher também diz que a filha de 14 anos recebeu ameaça de morte na semana passada.

Entrevista à CNN aborda parceria com Lulinha, viagens e investigação da Polícia Federal

Segundo suspeitas da Polícia Federal, Roberta atuava com Fábio Luís da Silva, primogênito do presidente, na busca por negócios dentro do governo federal. As mensagens recuperadas do celular dela resultaram em três inquéritos sobre tráfico de influência.

Luchsinger afirma que pretende revelar informações e cita o desejo de fazer delação premiada. Ela disse: “Eu quero fazer uma delação premiada, sabe por quê? Porque eu não tenho pai presidente, não tenho mãe presidente. Eu sou uma mulher com duas filhas e estou tendo uma máquina pública sendo movimentada em cima de mim”.

O texto também menciona que, com autorização do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça liberou a quebra do sigilo telemático da lobista no início do ano. Em mensagens citadas, ela fala da proximidade com Lula e de “costuras políticas” via Palácio do Planalto.

Ataques a familiares e foco em depoimento: o que Luchsinger diz que vai fazer

Na entrevista à CNN Brasil, Roberta diz que não quer ser usada como alvo. Ela afirmou: “Não serei o boi de piranha que tanto querem colocar tudo em cima de mim”.

Ela também declarou que só vai falar sobre um caso no momento de prestar depoimento ou em um eventual acordo de colaboração. No mesmo trecho, ela diz: “Eu não era sócia do Careca do INSS, eu era parceira de negócios do Fábio. Não tenho esse poder todo que estão falando para decidir coisas no governo”.

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