A campanha do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) fez um diagnóstico após a derrota no primeiro turno. O grupo cita diferenças entre pesquisas e o resultado das urnas no estado do Rio.
Por que a campanha de Paes fala em diferença entre pesquisas e urnas no Rio
Os aliados de Paes apontam a nacionalização da disputa como parte do cenário. Eles também dizem que o crime organizado teria domínio em uma fatia do estado.
Segundo um dos estrategistas da campanha, a coação de eleitores e a compra de votos em regiões onde houve conflito teriam mudado a votação. Esse quadro ajudaria a explicar a divergência entre intenção de voto e resultado.
Queda na capital, votos na Zona Sudoeste e mudança de locais pela Justiça Eleitoral
Na capital, Paes teve desempenho pior do que na eleição anterior. Em 2024, ele recebeu 1.861.856 votos. Neste ano, foram 1.730.683 votos.
A campanha destaca uma diferença de 131.173 votos. A Zona Sudoeste aparece como uma das regiões com mais queda, e a Justiça Eleitoral alterou 72 locais de votação em vinte cidades fluminenses.
PSD vai ao STF contra decisão do TSE e aguarda posição do ministro Cristiano Zanin
O partido também trata a diferença na Baixada Fluminense. O texto cita Douglas Ruas (PL) como vencedor e a escolha da vice Jane Reis por Paes, sem que isso garantisse o volume de votos esperado.
Além disso, o PSD afirma que ter falado em vitória no primeiro turno pode ter reduzido a mobilização de parte do eleitorado. A direção nacional do partido acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) como nulos, com distribuição ao ministro Cristiano Zanin, que ainda não decidiu.
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