O Tribunal Penal Internacional (TPI) foi anunciado nesta quinta-feira, 22, como vencedor do Prêmio Sakharov para a Liberdade de Consciência de 2026, a principal honraria de direitos humanos do Parlamento Europeu. A escolha acontece mesmo com sanções do governo do presidente americano Donald Trump contra o TPI.
Parlamento Europeu destaca multilateralismo e papel do TPI ao anunciar o Sakharov
A decisão foi anunciada durante uma sessão plenária em Estrasburgo, na França.
A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, disse que a União Europeia se baseia no respeito ao multilateralismo e às instituições internacionais.
Tomoko Akane diz que prêmio ganha peso com “desafios sem precedentes”
A presidente do TPI, a juíza japonesa Tomoko Akane, agradeceu a homenagem e afirmou que o reconhecimento tem significado especial diante dos “desafios sem precedentes” enfrentados pela instituição.
Ela também declarou que o Prêmio Sakharov reafirma a importância das instituições judiciais independentes e de quem defende o direito internacional.
Tensões com Washington marcam o prêmio, com sanções e investigação envolvendo Israel
O anúncio do prêmio ocorre em meio às tensões entre Washington e o TPI. Em agosto, o tribunal fez críticas aos Estados Unidos depois de o governo Trump adotar sanções contra Tomoko Akane e contra o procurador-adjunto Abdoulaye Seye.
As sanções dos EUA foram descritas como resposta às investigações do TPI contra Israel. Em 2024, o tribunal emitiu uma ordem de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o então ministro da Defesa, Yoav Gallant, acusando-os de crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza.
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