Meta fecha acordo para manter Zuckerberg na Califórnia e criar ações sem direito a voto

A Meta fechou um acordo com Mark Zuckerberg para mantê-lo na Califórnia por pelo menos oito anos. Em troca, o CEO vai receber ações sem direito a voto que ele pode vender para pagar um possível imposto sobre sua fortuna.

Negócio mira evitar saída do bilionário do estado antes da votação

A medida entra no calendário eleitoral com a votação da Proposta 40 em novembro. A proposta prevê um imposto único de 5% sobre o patrimônio de bilionários que moravam na Califórnia em 1º de janeiro de 2026.

Se a proposta for aprovada, 90% da arrecadação vai para a saúde pública. A intenção da Meta é evitar que Zuckerberg deixe o estado caso a cobrança passe.

Acordo divulgado em 21 de agosto muda estrutura de ações e define novas regras

O acordo foi divulgado nesta quarta-feira, 21, em um documento enviado aos órgãos reguladores do mercado financeiro junto com os resultados trimestrais da companhia. A proposta cria uma nova categoria de ações sem direito a voto.

Com essa categoria, Zuckerberg pode ter liquidez sem perder o controle da Meta. Nos documentos da empresa, a fortuna estimada do executivo chega a cerca de 240 bilhões de dólares.

A Meta informou que, no fim de 2025, Zuckerberg tinha mais de 342 milhões de ações da Meta e concentrava cerca de 60% do poder de voto. Pelo acordo, ele poderá vender uma parcela das novas ações sem direito a voto sem comprometer esse poder.

Votação da Proposta 40 é em 3 de novembro e desdobramento das ações vai até janeiro de 2027

A votação da Proposta 40 está marcada para 3 de novembro. Na mesma data, os eleitores da Califórnia vão participar das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos.

A Meta também prevê a distribuição de ações aos demais acionistas. A empresa anunciou um desdobramento de seus papéis previsto para janeiro de 2027.

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